Perfil das pessoas participantes
Quem respondeu à pesquisa e quais funções aparecem com mais frequência.
Aprendizados e pontos de atenção relevantes
- A maior parte das pessoas respondentes são brasileiras (83,8%) e estão no Brasil (77,5%);
- Entre os cargos e funções desempenhados, a maioria das pessoas (28,8%) se classificam como "Product Designers", seguidas de (12,6%) de UX Designers, mas a quantidade de variações de cargos e funções também impressiona;
- A maior parte de pessoas respondentes (71,2%) não atuam coordenando uma equipe, mas sim na linha de frente da execução.
Observação Cargos e funções da pesquisa possuem a mesma classificação comumente utilizadas no mercado (sem tradução da nomenclatura).
Experiência e formação
Tempo de atuação, experiência específica com acessibilidade e carga de formação declarada.
Aprendizados e pontos de atenção relevantes
- 11,7% das pessoas respondentes possui mais de 20 anos de experiência no desenvolvimento de produtos ou serviços digitais;
- A maior parte das pessoas que participaram dessa pesquisa (36,9%) possuem entre 4 e 6 anos de experiência, seguido pelas pessoas que tem entre 10 e 15 anos (17,1%), trazendo uma boa qualificação pras respostas;
- Quando pensamos na experiência com foco em acessibilidade, a maioria das pessoas respondentes (33,3%) possui entre 1 e 3 anos de experiência, seguido por 27,9% de pessoas com experiência de 4 a 6 anos com acessibilidade digital;
- 45 pessoas (40,5%) possuem até 9 horas de formação específica relacionada a acessibilidade digital e na sequencia temos 16 pessoas (14,4%)com mais de 100 horas de formação específica;
- A maioria das pessoas respondentes (21,6%) sabem aplicar testes rápidos, mas atuam apenas em projetos de baixa complexidade, mas logo em seguida tem as pessoas (17,1%) que atuam em projetos de média e alta complexidade resolvendo problemas listados em testes automatizados;
- Especialistas e pessoas que são reconhecidamente referências representam 17,1% de respondentes da pesquisa (vale lembrar que as respostas são autoavaliativas).
Contexto das empresas
Setores e portes das empresas representadas na amostra.
Empresas e instituições participantes
Uma das questões opcionais era o nome da empresa ou organização em que atua. Mais de 40 pessoas incluíram os nomes das respectivas empresas ou instituições, mas é importante entender que:
- Não necessariamente as pessoas são porta-vozes das empresas;
- É possível que haja mais de uma pessoa respondente em uma mesma empresa;
- Nesta pesquisa, não é possível determinar quais são os métodos implementados por uma empresa ou instituição específica (este não era o objetivo da pesquisa).
Empresas ou instituições com pessoas respondentes:
Bradesco Seguros, Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região, Localiza&Co, Compass UOL, act digital, Senior Sistemas, Publicis, Biblioteca Central da Universidade Federal do Pará, Körber, TELUS Digital, Conta Simples, Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, goodbros, Toborino Software, +A Educação, CLEVERTTEC, PRODABEL, DOT digital group, Telefônica Vivo, Supera Parque de Inovação e Tecnologia de Ribeirão Preto, Bosch, Itaú Unibanco, Nomad, Accenture, G&P, Einstein Hospital Israelita, Mercado Livre, Secullum Software, NTT DATA, Plante.ai, Waslaa, Ailos, Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência da Prefeitura de São Paulo (SMPED), Biologix, Booknando, KuantoKusta, Wygroup, Tribunal Regional do Trabalho 18a região, Zup Innovation, entre outras.
Maturidade e práticas de acessibilidade
Como as decisões são tomadas, quais práticas aparecem no dia a dia e qual é o nível percebido de maturidade.
Aprendizados e pontos de atenção relevantes
- É interessante saber que 40,5% (45 pessoas de 111) atuam de forma preventiva com acessibilidade, enquanto 36,9% (41 pessoas) focam em correções do que já existe;
- No entanto, 25 pessoas (22,5%) ainda não trabalham nem de forma corretiva e nem de forma preventiva;
- Quase metade das pessoas respondentes (50 pessoas, equivalente a 45%) diz que já houve conversas sobre o tema internamente na empresa, mas não atuou ainda ou fizeram apenas um mapeamento básico por meio de ferramentas automatizadas;
- A maioria das pessoas (41,8%) diz que a principal atividade de acessibilidade é a criação de especificação (handoff), seguido pelas analises automatizadas durante o processo de desenvolvimento (34,5%). Este número está bem próximo das pessoas que dizem que efetuam testes de qualidade com o uso de leitores de tela (31,8%).
Legislação, fiscalização e motivadores
Percepções sobre legislação, fiscalização, caminhos de denúncia e motivadores de investimento.
Aprendizados e pontos de atenção relevantes
- Apenas 3 pessoas alegaram não saber da existência de legislações relacionadas a acessibilidade;
- 45% das pessoas entendem que apesar da legislação existir ela é aplicada apenas em denúncias relevantes ou casos específicos e 28,8% acredita que a legislação não é aplicada de nenhuma forma em seu país;
- É muito preocupante saber que 63,1% (70 pessoas respondentes de um total de 111) não saberiam acionar os órgãos reguladores em seu respectivo país, isso indica que há muito espaço para que as informações sejam publicadas de forma clara por parte dos respectivos governos que administram a informação;
- No geral, há uma percepção de que a acessibilidade é aplicada apenas por conta de uma exigência legal (79,3%) ou por pela cobrança dos clientes ou parceiros de negócios (43,2%). Há também uma preocupação com a marca (39,6%) e impacto social (20,7%).
Comentários abertos
Algumas respostas livres foram mantidas como insumos qualitativos.
"Live" de divulgação dos dados"
Em comemoração ao GAAD 2026, a conversa entre Marcelo Sales (Brasil) e Ruben Ferreira Duarte (Portugal) foi realizada no dia 21 de maio de 2026.